Depois de se estabelecer na Índia, o fabricante quer usar o aprendizado para abrir frente no mercado brasileiro.
Com seis mil funcionários e com um time de executivos indianos e de outras nacionalidades no Centro de Globalização em Bangalore, a Cisco selecionou sua “próxima fronteira” em sua jornada para se tornar uma companhia global: o Brasil.
Veja o que disse Wim Elfrink, chefe do escritório de globalização da fabricante, em entrevista ao Economic Times of India:
O plano era estabelecer Bangalore como uma segunda sede. Isso está feito. Eu cheguei aqui com um plano de três anos e todos os elementos foram executados. Estamos, atualmente, à frente do objetivo. Temos uma clara visão de acesso a novos talentos, crescimento e inovação. Nós temos seis mil pessoas e começamos com um número que dava para contar nos dedos. Crescemos mesmo com a recessão. Mas somos uma companhia global? Ainda não. Isso pede mudanças reais que tomam mais três ou quatro anos. E nós temos massa crítica para isso? É onde estamos à frente de nosso objetivo.
Para atingir esse momento, Elfrink diz que a Cisco precisa expandir o modelo e filosofia de cultura criados em Bangalore para outras geografias vibrantes ao redor do mundo e ele identificou o Brasil como a “próxima fronteira” da companhia.
“Algumas pessoas estão voltando para Estados Unidos e Europa e outras para Coreia, China e Cingapura”, afirmou ao Economic. “Espero que algumas sigam para o Brasil, a próxima fronteira. A ideia é transferir nossos aprendizados na Índia para esses lugares. Olharemos para centros de inovação ao redor do mundo. Buscamos algo único para um compromisso de três a cinco anos.”
Elfrink descreve o trabalho sem precedentes da Cisco em Songdo, Coreia do Sul, e indicou que o prefeito de São Francisco visitou Bangalore para tentar desenvolver algumas ideias e aplicá-las na revitalização urbana.
por Bob Evans | InformationWeek EUA