Empreendedores destacam sucesso do Startup Weekend

Evento ajuda a consolidar Florianópolis como polo de tecnologia no país.

Cidade que abriga um importante polo de inovação e TI no país, com cerca de 600 empresas que geram um faturamento médio anual em torno de R$ 1 bilhão, Florianópolis vem se consolidando nas últimas décadas como um destino para empreendedores e investidores que buscam novos negócios e oportunidades. Pesquisa recente divulgada pelo IBGE e Endeavor Brasil aponta que a capital catarinense conta com 22,1% de sua força de trabalho (o equivalente a 19,3 mil pessoas) empregada em empresas de alto crescimento. Estas empresas (grande parte do setor de TI), são responsáveis por 57,3% dos novos empregos gerados no município entre 2008 e 2011, mesmo representando apenas 7,2% do total de empresas da Capital.

É este cenário que motiva tanto jovens a profissionais mais experientes a se aventurar em novas ideias e negócios, como mostrou o Startup Weekend Florianópolis realizado entre os dias 21 e 23 de março. “Fiquei muito impressionando com o nível dos participantes. A maioria já conhecia os processos e ferramentas para modelagem de negócios. Como Floripa está na vanguarda da inovação tecnológica no país eu acredito que muitos deles já tiveram contato ou se envolveram diretamente na concepção, validação e estruturação de outras ideias”, afirma Radamés Martini, diretor da SocialBase, empresa com sede em Florianópolis e que desenvolve redes sociais com foco corporativo, que atuou como mentor no Startup Weekend catarinense. Com experiência na via crucis de criar um modelo de negócios inovador, buscar investidores e desenvolver um produto para o mercado, Martini ressaltou que grande parte dos projetos esteve focada no mercado de software e aplicativos voltados para o consumidor.

“Era visível o engajamento dos envolvidos nos projetos e as ideias, mesmo que ainda superficiais, tinham potencial para um dia tornarem-se grandes empresas”, reforça Leandro Baptista, diretor de Operações da Axado, empresa que desenvolve soluções para gestão de fretes no e-commerce e que também foi mentor no Startup Weekend de Florianópolis. “O evento dá continuidade a um trabalho de muitos anos para que a cidade se torne um polo de referência em desenvolvimento de TI”, comenta.

O empresário Diego Brites Ramos, diretor geral da Teltec Solutions, empresa de Florianópolis que há 20 anos atua na integração de serviços de TI, preferiu investir no evento como forma de incentivar novos empreendedores na cidade. “Sabemos das dificuldades que esses empreendedores iniciantes experimentam para que suas empresas cresçam de forma sustentada. Por isso apoiamos eventos como esse e e os esforços que promovem a criação de emprego, criatividade e crescimento regional”, reforça. Ele cita também a importância de se formar uma comunidade de empreendedores cada vez mais voltados para a inovação e tecnologia, “criando empregos em uma indústria considerada limpa e de valor agregado, formada por profissionais com excelente formação e remuneração acima da média do mercado”, conclui Ramos.

Fonte:noticenter.com.br

Telemedicina facilita acesso ao diagnóstico

O uso da tecnologia em atendimentos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) pode ser uma saída para problemas como a falta de médicos em zonas rurais do país e para reduzir a mortalidade infantil em comunidades carentes de serviços básicos.

Para reduzir a dificuldade de acesso ao atendimento, uma das principais causas da mortalidade infantil, a Cisco Systems, empresa de tecnologia da informação, em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), lançou o programa Crianças Saudáveis Conectadas, na última terça-feira, em Aracaju.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, para cada mil crianças nascidas naquele estado, 19,86 morreram antes de completar 2 anos de idade. Em todo o Nordeste, o número é mais preocupante, foram 43,14 crianças, de até 1 ano, mortas para cada mil nascidas.

O projeto  pioneiro no país conecta médicos de Clínicas de Saúde da Família da zona rural a especialistas do Hospital Universitário de Aracaju. “É como se fosse uma videoconferência, só que com alta resolução de imagem e som e capacidade de aproximação de imagem. Todo o equipamento está conectado a uma rede de inteligência, que pode, inclusive, gravar o atendimento para análises posteriores”, explica o arquiteto de soluções Daniel Vincentini.

Inicialmente, serão realizados 80 atendimentos virtuais por mês, nas áreas de alergia, imunopatologia e gastroenterologia pediátrica. As consultas podem ser realizadas nas clínicas Dra. Zilda Arns, em Tobias Barreto  (a 132 km da capital), e Dr. David, em Lagarto (a 82 km).

O primeiro atendimento foi realizado em Lagarto. O clínico-geral Yoel Arano, cubano do programa do governo federal Mais Médicos, foi orientado pela alergologista e imunologista Silvia Simões, que, por meio das imagens transmitidas no equipamento de telepresença, conseguiu diagnosticar e receitar o medicamento adequado à paciente Bruna dos Santos, 10.

“Ela tinha asma. Não é preciso realizar exames para conseguir esse diagnóstico. Por meio de perguntas feitas à mãe e do auxílio do médico clínico, foi possível constatar, e até mostrar à paciente como usar o medicamento”, diz.

Segundo a médica,  a telepresença é um ótimo aliado para constatar doenças, cujo diagnóstico é clínico. O limite, segundo ela, é a ausência de tato e do laço afetivo entre o profissional e o paciente. Doenças metabólicas e endocrinológicas também não podem ser constatadas apenas por meio da telepresença.

Expansão

A expectativa, conforme Rodrigo Dienstmann, presidente da Cisco, é expandir o programa para outros estados. “É que nem casamento, precisa haver interesse dos dois lados [iniciativa privada e instituição pública”, afirmou.

O atendimento  será objeto de pesquisa pelos estudantes da UFS. Os resultados dos  impactos do programa na vida das crianças serão divulgados a partir do segundo semestre deste ano, conforme Ângelo Antoniolli, reitor da UFS.

“De início, é possível dizer que a iniciativa representará redução de custo e de tempo. A população gasta, em média, R$ 100 com passagens para a capital” , diz o reitor.

Em locais muito distantes, as famílias chegam a viajar um dia inteiro em busca de atendimento na capital, o uso da tecnologia pode salvar vidas.

Fonte:atarde.uol.com.br

Internet das Coisas, um novo mundo

Tudo conectado à internet e a internet conectando tudo. Em resumo, esta é a  Internet das Coisas, que vem sendo postulada como uma das mais importantes transições tecnológicas já ocorridas, pela qual conectar o que não está conectado permitirá maximizar o valor das tecnologias que trarão significativas oportunidades para as pessoas, governos e empresas melhor servirem e crescerem os seus negócios.

Dados os exemplos acima, podemos entender a mudança significativa que a Internet das Coisas exercerá no modus operandis de tudo e de todos. E esse “novo mundo” não está longe. Acredita-se que, em 10 anos, já será possível enxergar com óculos conectados à internet, que reconhece as pessoas e apresenta a sua biografia; também será possível ser chipado e enviar sinais vitais a centros hospitalares, para que sua saúde seja monitorada integralmente, dia e noite. Mais ainda, coisas estarão conectadas à internet, que estarão conectadas a outras coisas. Como? Da seguinte forma: Seu despertador está conectado à central de tráfego da sua cidade. Portanto, conhecendo seu trajeto diário para o trabalho, a central envia dados de trânsito para o seu despertador. Estando tudo tranquilo, ele te permite acordar 5 minutos mais tarde. Casa haja algum engarrafamento previsto, você é acordado 15 minutos antes.

O ritmo desta mudança é exponencialmente mais rápido que as outras ondas e as empresas e países estão aprendendo a se ajustar neste ambiente econômico extremamente desafiador. Neste novo cenário, cidades se tornarão mais eficientes, seguras e competitivas. As coisas, por si só, não irão fazer com que isto aconteça; entretanto, aplicações e análises dos dados gerados por elas serão a base para contribuir na elaboração de soluções necessárias e vitais para resolver os problemas de hoje e amanhã.

As pessoas serão impactadas de diversas maneiras, em diversas áreas, incluindo saúde, segurança e qualidade de vida, no geral. Um exemplo é a economia financeira dentro de suas próprias casas. Se os seus eletrodomésticos são capazes de se comunicar, eles podem operar de forma mais eficiente em termos de consumo de energia. Indo mais além, podemos pensar em carros que dirigem sozinhos, televisões 3D que dispensam os óculos, lojas com informações tridimensionais de suas medidas, para que você possa customizar suas roupas e receber o pedido em casa, entre outras infinitas possibilidades.

A Internet das Coisas promete um novo mundo de soluções comerciais que irão satisfazer os clientes e, consequentemente, aumentar os lucros das empresas; soluções essas voltadas, por exemplo, para aumentar a produtividade e a eficiência das companhias, melhorar a tomada de decisões e diminuir custos operacionais.

A internet das Coisas significa conectar o que não está conectado. E estima-se que, atualmente, 99% das coisas que poderiam estar conectadas ainda não estão. Estima-se ainda que em 2020, mais de 50 bilhões de coisas estarão conectadas.

 É um mundo inteiramente novo que está emergindo.

 Diego Brites Ramos, diretor geral da Teltec Solutions

Palo Alto Networks lanca oficialmente o mais rápido Firewall de Nova Geracao do mercado : PA7050

Combinando alta performance e crescimento escalavel nosso chassi permitira que os grandes clientes ,data centers e service providers possam combinar a demanda por alta performance com segurança a nivel de aplicação , protegendo sua rede das ameaças mais modernas.

Este chassi pode chegar a 120 GB de performance (começa com 20 GB escalando em placas de 20 GB que vao sendo adicionadas) funcionando como firewall de nova geração e controlando aplicações e 100GB com IPS, AV, AM habilitados.  E a melhor performance do mercado com todas estas funções habilitadas. Todas as demais soluções disponíveis tem uma queda de mais de 80% da performance quando habilita todas as funções (nos temos  apenas 18% de queda).  E como pode ser feito um crescimento gradual, com a inclusão de novas placas (ate o limite de 120GB) o cliente pode fazer o planejamento de crescimento e investimento sem problemas.

 

Cisco lança plataforma de “computação em neblina” para internet das coisas

Tecnologia batizada de IOx agrega capacidades computacionais distribuídas nas bordas das redes

O setor de TI é rápido em cunhar novos vocábulos. A Cisco acaba de lançar mais um: fog computing (algo que, em português, soaria como “computação em neblina” ou “computação em névoa”). Enfim. O termo refere-se a uma plataforma lançada recentemente pela fabricante e direcionada a sua estratégia de internet das coisas.

A companhia desenvolveu a solução para ajudar empresas a lidarem melhor com quantidades massivas de dados. Batizada de IOx, a tecnologia agrega capacidades computacionais distribuídas nas bordas das redes.

A ideia, de acordo com a Cisco, é equipar equipamentos nas bordas (como roteadores ou câmeras IP) com aplicações que permitam gestão e processamento de dados. Dessa forma, não seria necessário puxar esses registros “de volta” para a rede ou data center para que sejam processados.

“Fog [computing] é a terceira camada da arquitetura com a qual podemos mover inteligência para os equipamentos nas pontas”, avaliou Todd Baker, líder da área na Cisco. “O IOx está, realmente, captando nossa visão de longo prazo e tornando-a real”, acrescentou.

Uma vez que a plataforma permite o processamento nas bordas, ou o mais próximo possível das fontes de dados, isso ajudaria organizações a gerenciar melhor toneladas de dados que são esperadas serem geradas com a evolução do conceito de internet das coisas.

Outra vantagem é que o modelo seria menos caro e menos intensivo no uso de banda necessária para mover os dados para o ambiente em cloud.

O avanço dos dispositivos conectados à internet, aos poucos, começa a chacoalhar as estruturas de rede e a estratégia de um nível de grandes fabricantes de TI de forma geral.

O Gartner aponta que a internet das coisas representará uma nova era da tecnologia, com bilhões de aparelhos inteligentes dos mais variados tipos conectados à internet. A expectativa reside em avanço do conceito sobre diversas verticais, do varejo à logística, passando por saúde, finanças e utilities. A projeção, ainda, é que movimente US$ 1,9 trilhão até 2020.

A Cisco trabalha para capturar esse mercado. A expectativa financeira da gigante de redes é ver conectados 50 bilhões de dispositivos no começo da próxima década, número que considera conservador. Recentemente, John Chambers, CEO da empresa, falou em oportunidades potenciais da ordem de US$ 19 trilhões.

Bill Smeltzer, CTO da provedora de soluções Focus Technology, espera que negócios envolvendo internet das coisas puxem novas oportunidades aos parceiros da fabricante. O executivo acredita, ainda, que uma nova geração de provedores de nicho surgirão para explorar o conceito. “Certamente aparecerão muitas coisas novas”, vislumbra.

A plataforma IOX, detalha a Cisco, combina open source Linux ao sistema operacional de redes IOS da própria fabricante por meio de um único dispositivo conectado, permitindo que aplicações rodem e respondam instantemente aos dados criados nos dispositivos.

A fabricante estima diversas aplicações da tecnologia, como balanceamento de energia, por exemplo. A primeira disponibilidade de roteadores industriais com esse tipo de plataforma devem chegar durante a primavera (no Hemisfério Norte). A empresa trabalha com alguns parceiros de tecnologia para desenvolver outras utilizações com a solução.

Fog computing, aparentemente, pressupõe computação nas pontas, o que parece inversão da ideia de computação centralizada pela cloud computing. Será que o mercado já aponta para um movimento de volta à computação distribuída?

Fonte:crn.itweb.com.br

“É um momento animador”, classifica Palo Alto sobre operação Brasil

Fabricante detém market share global entre 4 e 5% de um segmento que movimenta US$ 12 bilhões de dólares. Projeções apontam que esse mercado cresça para US$ 16 bilhões

A Palo Alto Networks fincou bandeiras no Brasil há cerca de dois anos. A sensação de Adam McCord, diretor de vendas da fabricante de tecnologia de redes para a América Latina e Caribe, quando analisa esse período é que a operação no País vem correspondendo às expectativas da corporação. Apesar de não revelar números precisos, a provedora pontua que os negócios por aqui crescem a uma boa velocidade.

“É um momento animador para a companhia localmente”, classifica o executivo, citando o movimento conquista de território e penetração em grandes contas. Na sua avaliação, os investimento feitos até então têm ajudado a organização a decolar no mercado nacional. Isso reverte ampliação de equipe e desenrolar de estratégias. Por exemplo, desde sua chegada, o time na subsidiária brasileira passou de dois para sete profissionais.

Mas as expectativas permanecem elevadas. A Palo Alto Networks detém market share global entre 4 e 5% de um segmento que movimenta US$ 12 bilhões de dólares. Projeções apontam que esse mercado cresça para US$ 16 bilhões, “portanto há muitas possibilidades de crescimento”, vislumbra McCord.

A ideia é seguir os trabalhos e acelerar o crescimento no Brasil. Os planos passam por fortalecimento de time e dos mais de 20 parceiros que trabalham os produtos da marca no mercado nacional. A ideia é capacitar e suportar esses aliados, bem como fazê-los demonstrar a tecnologia. Isso porque a companhia trabalha com uma estatística que 85% dos clientes em potencial que testam seus produtos, acabam fechando a compra da tecnologia.

Há intenção, ainda, de agregar novos canais, de acordo com perfis e regiões. Discussões e análises internas avaliam possíveis novas parceiras que complemente a atuação. “A cobertura atual no País está boa, mas sempre há espaço para crescimento”, afirma o executivo.

Allier e Westcon distribuem produtos da fabricante no Brasil. A companhia também atuará no País com a Computer Links, distribuidor norte-americano que tem no portfólio nomes como HP Enterprise Security, Fortnet, Sourcefire, Websense e a própria Palo Alto. Esse player estaria de chegada ao Brasil (inclusive, com algumas revendas em sua base).

Segurança

A maior parte dos parceiros no país são integradores com boa expertise em segurança, com histórico de trabalhar bem esse mercado, o que se alinha com a proposta que a companhia, principalmente após a compra da Morta Security. Na visão de McCord, a aquisição traz complementariedade ao portfólio, complementando sua linha de proteção avançadas.

Talvez mais do que isso: adicionou recursos para que a fabricante de tecnologia de redes brigasse de frente contra a FireEye na oferta de soluções de ataque de dia zero e ameaças personalizadas. Não há sinais claros de que a startup adquirida tivesse canais ou clientes no Brasil ou quando sua tecnologia será integrada aos produtos da Palo Alto.

Fonte:crn.itweb.com.br

Parceria entre empresas brasileira e canadense quer ampliar uso da TI na educação no país

A Teltec Solutions, integradora de TI com sede em Florianópolis (SC), firmou parceria com a Digital Opportunity Trust (DOT), uma organização social de Ottawa, Canadá, que tem como um dos seus objetivos principais o desenvolvimento da aprendizagem educacional, através da utilização eficaz da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para instituições de ensino notadamente de países em desenvolvimento. Criada em 2002, a DOT vem operando com sucesso em programas na África, Oriente Médio, Américas e Ásia.

Para a Teltec, que tem hoje mais de 60% do seu faturamento ligado a clientes da área da educação, a parceria vem complementar as soluções fornecidas atualmente. “Hoje fornecemos para dezenas de institutos e universidades soluções de infraestrutura de conectividade e colaboração com alto desempenho, mobilidade e segurança. Ferramentas imprescindíveis para o desenvolvimento de didáticas orientadas para a pesquisa, com construção conjunta do conhecimento por parte do professor e aluno”, explica Glauco Brites Ramos, diretor responsável pela área educacional da Teltec. A parceria com a DOT permite à Teltec ajudar professores e administradores das instituições de ensino na implementação e uso

inovador da tecnologia da informação e comunicação (TIC) para proporcionar, segundo Ramos, oportunidades educacionais excepcionais e melhores resultados no processo de aprendizagem.

Além de ofertar a estrutura tecnológica, a Teltec passa a atuar com o professor, em aspectos de ensino e aprendizagem. “O programa oferecido pela DOT não é um programa fechado.

Temos a possibilidade de customizá-lo de acordo com a necessidade de cada instituição”, comenta Glauco. Segundo ele, a Teltec tem como grande objetivo auxiliar o ensino brasileiro, defasado 100 anos no setor em termos de qualidade, de acordo com especialistas e indicadores. “Entendemos que essa recuperação só será viabilizada em curto prazo pelo uso da Tecnologia da Informação e Comunicação, principalmente quanto às técnicas cognitivas e pedagógicas, aproveitando o uso já incorporado pelos jovens de tablets, smartphones, ferramentas de busca, redes sociais, internet de alta velocidade, entre outros”.

Porém, é essencial que as escolas possuam facilitadores treinados para repassar metodologias pedagógicas de ensino 3.0, como é chamado o ensino colaborativo, com o auxílio da tecnologia. “Além de precisarmos de uma ótima infraestrutura, uma internet de alta velocidade e uma rede de grande performance, é imprescindível, também, que se tenha professores alinhados com esta metodologia”, salienta Glauco.

No Brasil, o Senai/SC já utiliza os programas DOT com a infraestrutura de dados implantada pela Teltec Solutions. Os programas da DOT já atingiram mais de 800 mil pessoas em todo o mundo, auxiliando a transformar a educação do planeta.

Fonte: docmanagement.com.br

Tendências de TI da NetApp apresentadas para 2014

Na área da cloud, as clouds híbridas são vistas como uma tendência dominante no negócio empresarial de TI. Neste sentido, “a reticência em mudar as TI para a cloud será ultrapassada à medida que as organizações forem reconhecendo que os modelos de cloud híbrida são necessárias para suportar o portfólio de aplicações que possuem”. As organizações procurarão por soluções de cloud híbrida, que lhes permitem manter o domínio de propriedade sobre os seus dados tirando, simultaneamente, partido da economia permitida pelas soluções de cloud computing.

“A generalização da adoção de soluções de cloud computing desafia as fronteiras geopolíticas tradicionais. Esta questão gera preocupação da parte das grandes empresas em vários países, nomeadamente no que diz respeito às leis de propriedade a que os seus dados estão sujeitos.”

Relativamente ao mercado de flash, observará um grande crescimento, a par do aumento do número de empresas dedicadas ao armazenamento de dados. As empresas que permitirem aos seus clientes a instalação dos níveis de performance serão as que mais vão ter sucesso. Nesse sentido, a segurança no software será muito importante para o crescimento.

No que diz respeito ao software OpenStack continuará em voga em 2014, tornando-se a alternativa mais convencional aos produtos comerciais para orquestração de centros de dados. À medida que as distribuições de OpenStack se fazem mais ao nível de produto e menos ao nível de projeto, mais empresas e service providers vão adotar esta tendência.

Fonte:www.bit.pt

Um passo atrás

Na contramão da maioria dos países, o Brasil ainda caminha a passos lentos na migração do IPv4 para o IPv6. E isso pode significar não apenas a escassez de endereços de internet disponíveis, mas perda de competitividade e de negócios das empresas de tecnologia.

Texto: Milena Nandi

Adaptar-se ao Protocolo de Internet Versão 6 (IPv6), é uma questão de sobrevivência para as empresas que trabalham com tecnologia em todo o mundo. O novo modelo surgiu para substituir o Protocolo de Internet Versão 4 (IPv4), o qual está com os dias contados, em função da crescente utilização da internet principalmente por dispositivos móveis como tablets e smartphones e a tendência do aumento da “internet das coisas” (conectividade em carros, sensores residenciais, monitores de frequência cardíaca e eletrodomésticos). Isso porque a versão atual está muito próxima de atingir a sua capacidade máxima de conexões e a não substituição pelo novo modelo acarretaria na descontinuidade de serviços. Se a boa notícia é que o IPv6 já está disponível, a preocupante é que o Brasil está atrasado na preparação para a mudança de protocolo de endereçamento de internet, ocupando a 10ª posição nas Américas e a 59ª posição em uma lista mundial.

O IPv6 foi lançado no mercado há um ano e meio e, desde então, o país não tem feito grande progresso na adesão a ele. A ausência de iniciativas para a adoção do IPv6 implica diretamente na continuidade dos negócios, na agilidade e na competitividade das empresas, considera Lucas Pinz, gerente de tecnologia da PromonLogicalis, provedora de serviços e soluções de tecnologia da informação e comunicação com clientes em toda a América Latina.

O novo modelo permite a criação de um número praticamente infinito de endereços públicos de internet e o crescimento de produtos e serviços que utilizam a rede, como dispositivos móveis, eletrodomésticos, telefonia, jogos online e novas aplicações industriais. Investir em Tecnologia de Informação (TI) pode ser a diferença entre estagnar e aumentar o faturamento. A CLM, multinacional Distribuidora de Valor Agregado, focada nas áreas de Segurança da Informação, Infraestrutura Especializada e Web Analytics, investiu em parcerias estratégicas entre a filial brasileira e desenvolvedores como Arista Networks, Drobo, Huawei e Sophos, para atender demandas de infraestrutura. E como resultado, obteve um aumento no nível de satisfação dos clientes e um acréscimo de 113% no faturamento, no comparativo entre o primeiro semestre de 2012 e de 2013. A parceria com a A10 Networks previu a conversão automática de IPv4 para IPv6.

Mudança necessária

Sobre a migração para o novo protocolo, o mercado catarinense anda preocupado e realizando as primeiras incursões. A Lector Tecnologia, de Blumenau, possui um projeto para a migração do IPv4 para o IPv6. A empresa produz e desenvolve tecnologia com recursos próprios, focando o trabalho em desenvolver soluções para webconferência, produzindo softwares para uma interação em tempo real, em reuniões, palestras, seminários, treinamentos e marketing e vendas de produtos e serviços.

Segundo Alessandro da Silva, diretor da Lector, a empresa está preocupada com esse novo cenário e o assunto já entrou na sua pauta das discussões. “Na Ásia houve problemas porque esgotaram os IPs disponíveis e tiveram que migrar para o IPv6. No Brasil ainda temos uma folga, mas não podemos demorar. A expectativa é de que até o ano que vem tenha que ocorrer a migração”, alerta. O usuário dos serviços não perceberá a diferença em termos de desempenho e funcionalidade, já que os softwares desenvolvidos permitirão que o cliente escolha trabalhar com o IPv4 ou IPv6.

Alessandro explica que o IPv4 é dividido em classes A, B e C e cada uma, com uma capacidade de endereçamentos de internet, que totalizam 32 bits, o que significa 4 bilhões de IPs disponíveis. Já o novo protocolo tem capacidade de 128 bits, ou 16 bilhões. “Quando o IPv4 foi criado, a internet era utilizada mais no meio acadêmico. Porém, já se sabia que uma hora iria acabar a quantidade de endereçamentos disponíveis. Daqui a pouco você vai querer colocar internet na sua casa e as empresas vão dizer que não têm mais IPs disponíveis. A migração não é uma escolha. É uma necessidade”, comenta Alessandro, lembrando que o movimento de adesão começou com as operadoras de internet.

Evolução tecnológica

A adesão ao novo protocolo também favorecerá a utilização de novas tecnologias, hoje não suportadas pelo IPv4, e o amadurecimento de serviços de internet, como as redes 4G e o Voip. Nesse sentido, as ações de migração para o novo protocolo estariam ocorrendo mais por iniciativa dos empresários que do próprio poder público. Segundo Alessandro, seria necessário que o Governo Federal fomentasse mais essa mudança. No Brasil, há o Núcleo de Informação e Coordenação do .br (NIC.BR), órgão que desenvolve algumas ações para estimular o uso do novo protocolo no país, ligado ao comitê gestor de internet no Brasil.

O NIC.BR reúne autoridades da área para discutir assuntos como o IPv6 e incentivar a compra de equipamentos para a utilização da tecnologia. Isso porque a alteração para o IPv6 não inclui apenas a troca de software, mas o hardware precisa estar compatível para rodar a nova tecnologia. “Não só o computador, o modem também tem de suportar o novo protocolo, a parte de roteadores, dos provedores, os servidores. É uma migração gradual”, explica Ricardo May, diretor de P&D da Cianet, de Florianópolis. Há 18 anos no mercado, a Cianet fornece produtos da área de internet, banda larga e voice para os provedores de internet de todo o Brasil, trabalhando nos segmentos de fibra óptica e de TV. A empresa tem participado ativamente em entidades ligadas ao setor de tecnologia que promovem o debate sobre o IPv6.

Há poucas companhias e pessoas preparadas para trabalhar com o novo protocolo, de acordo com Guilherme de Assis Brasil, integrante da Vertical Telecom, de Florianópolis, e membro da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate). E, segundo ele, ainda não há uma cultura para a atualização. A grande questão, enfatiza, é como as empresas que não são de tecnologia, mas precisam do IPv6, abordarão o assunto – elas poderiam ser mais afetadas pela falta de conhecimento dos clientes, que podem não compreender a necessidade da migração.

O profissional de Tecnologia da Informação (TI) precisará passar por treinamentos para se adaptar ao novo protocolo e entrar em contato com os mecanismos de conversão do IPv4 para o IPv6. “Os investimentos para a implantação do IPv6 variam conforme a estrutura de cada empresa. Cabe a ela analisar como está o seu equipamento, se ele está apto para a migração”, ressalta Guilherme, salientando que o mercado corporativo costuma resguardar ao máximo os investimentos já feitos, e por isso, a substituição mais vagarosa.

Para ele, a tendência é que haja uma adesão a redes de dupla abordagem. Grandes provedores de conteúdos da internet já estariam preparados para receber os dois tipos de protocolos. Operadoras que fornecem serviços para smartphones, por exemplo, são os próximos candidatos a utilizar primeiro a tecnologia. Os precursores foram as instituições de ensino, muitas já em processo de migração – seguindo a tradição entre os pioneiros no uso da internet no Brasil. Não existe determinação governamental para a migração do IPv4 para o IPv6 e o prazo da mudança dependerá do cenário: empresas com estruturas novas realizariam a substituição em um prazo mais curto do que as que possuem uma estrutura tecnológica mais antiga.

Demanda reprimida

No caso de Santa Catarina há polos de tecnologia nas regiões Norte e Oeste e na Capital. Dessa maneira, não deve haver problemas quanto ao acesso entre as catarinenses. O que pode ocorrer é que, caso as empresas protelem demais o início do processo de migração para o novo protocolo, as fornecedoras da tecnologia não consigam atender a demanda.

Sobre atraso no uso do protocolo mais moderno, Guilherme pontua que é preciso analisar a realidade nacional e a estrangeira. Estados Unidos, Japão e União Europeia são mercados diferenciados e comparar o Brasil ao país asiático, por exemplo, onde o custo dos equipamentos é mais baixo e as dimensões territoriais muito menores, não seria justo, na ótica do membro da Acate. “O atraso é mais do ponto de vista de parar e se preparar para fazer isso ao longo do tempo do que do timing dessa tecnologia chegar. O efeito negativo das empresas ainda não terem o novo protocolo é pequeno, pois elas continuam trabalhando”, comenta. Ele considera atrasado na migração o empresário que planeja uma expansão de sua estrutura para os próximos 12 ou 24 meses e ainda não incluiu a adesão ao IPv6 em seu planejamento.

Dos clientes da Teltec Solutions, de Florianópolis, menos de 10% usam o IPv6 e 20% deles estão em fase de teste. A maioria ainda analisa o assunto. Quem afirma é Cesar Schmitzhaus, coordenador técnico da empresa, que tem unidades em Curitiba, Brasília e Recife. A integradora de soluções de tecnologia da informação e comunicação projeta e implanta redes de dados e voz, soluções de virtualização, cloud computing, armazenamento e segurança possui um projeto do novo protocolo. Por ter dispositivos mais modernos, está conseguindo utilizar o IPv6 e, enquanto as operadoras não fazem a migração, a Teltec lança mão dos dois protocolos. “Por mais que os endereços de IPv4 tenham acabado em várias partes do mundo, no Brasil ainda há usuários. A maioria vai começar a migrar quando realmente não houver mais jeito”.

Cesar chama a atenção para a necessidade de capacitação ostensiva dos profissionais que irão trabalhar com a nova tecnologia, muito diferente da atual. Segundo ele, a Rede Nacional de Pesquisas (RNP) é o órgão que mais incentiva no país o uso do IPv6, oferecendo, inclusive, treinamentos presenciais e online gratuitos. Além disso, há a necessidade de equipamentos com suporte para o novo protocolo, o que é uma realidade para os adquiridos recentemente pela Teltec, por exemplo. Já empresas que modernizaram sua estrutura há dois ou três anos precisarão antecipar os investimentos para garantir a mudança.

Contudo, se o período de transição exige investimentos, os benefícios valem a pena. O coordenador técnico da Teltec comenta que o IPv6 possui recursos que o atual não tem, e que ajudarão a melhorar o roteamento e aumentar a velocidade das conexões. O novo protocolo também tornará o tráfego de informações na rede mundial mais seguro. “Conseguimos ver a criptografia dos dados e agregar uma camada de segurança. Quando os dados passam por um túnel criptografado, como ocorre com o IPv6, é necessário um nível maior de informações para pegá-los”.

Fonte:negociosempreendimentos.com.br